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Soneto do brilho celestial
Por: Renato Cardoso

Este seu olhar de ternura e pureza
Vem a encantar até a natureza
Sonhos se embalam a luz do seu olhar
No infinito do Universo é onde irei encontrar

Encontrar um brilho tão intenso quanto que agora vejo
Sentir uma energia divina, um angelical desejo
E o seu sorriso vem a confirmar sua divindade
Exalando a energia do mais puro amor para eternidade

O dia quando anoitece não mais escurece
Pois a sua presença traz as estrelas a reverenciar
A beleza de um sorriso e um olhar a brilhar

E o sol, um pouco do seu brilho, veio emprestar
Á tua pura imagem, ó anjo celeste
A nos encantar, apaixonar, acima de tudo nos guiar.

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Não demores
Lisa Ster Coy

Amado qu’enfim jazia
Em viv’alma no oceano
Não morto, apenas dormia
Deleite, sem qualquer dano.

Frio, nos rios sorria
Às águas do anoitecer
Que correm em harmonia
A espera do alvorecer.

Flutuas em direção
A um ponto que para ti
Sucumbe ao teu coração.

Pois veste um ponto, ali
Que pé pós pé na emoção
Sequer conseguiu partir.

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A dor e o corte
Fabiano Silmes

Imagens fugidias de tempos vagos.
Brisa leve sobre a face entorpecida.
Do furor eterno recolhido em mim
Amanhece e estremece a dor infinda.

De peito nu e aberto recebo o delírio
A percorrer por todas as minhas veias
Como um deus lascivo e tempestuoso.
Fere-me a lembrança viva e corrosiva

Do vermelho das chagas abertas em flor
Pelos corpos pálidos das tardes violadas.
Oh, Préstito de sombras desencontradas…

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Sintaxe
Fernanda Tavares

Sim, eu sou como eu sou.
Sujeito,
Ora simples
Ora complexo.
Por que não apenas sujeito?

Não quero comodismo de sentir as mesmas sensações.
Não desejo ser tão comum a mim mesmo
A ponto de saber descrever-me por inteiro.

Sou o sujeito da sintaxe da minha vida.
Sintaxe,
Sinta-se sujeito da sintaxe.
E não se esqueça,
Sintaxe em casa.

(Santa Rosa, Carnaval de 2008)

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Lamparina
Carlos Galeno

A lamparina
Está acesa
Sugar sua luz
Sugar sua sombra
E
Na fosforescência
Contínua
De sua chama
Avistar
Um ponto
Um destino
Seguir
Siga-a
Existir é
Buscar
Buscar-(se)…

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Das Perdas.
Camilla Ribeiro

As perdas são inevitáveis.
Vê-se isso com clareza.
Os medos são carícias espinhosas
que nos fazem manter os pés no chão.
As belezas naturais estão ocultas aos olhos de quem anda
depressa.
A vida passa com antecedência
pra quem vive contando o tempo.
Assim como pra quem vive contando o dinheiro,
ele sempre acaba mais rápido.
De antemão nós nos propomos um mundo melhor.
Talvez alegrias projetadas.
Talvez um casulo.
A proteção é admirável.
Contudo, liberdade é sonho de qualquer ser.
Daqui as descrições dão-se por
desnecessárias.
Palavras soltas saltam em minha mente.
Algumas desejam sair.
Outras apenas saltar.
Novas frases formadas…
Novas idéias incompletas.
Precisamos de uma conjunção,
uma preposição…
(Uma oração, talvez, só pra inabalar a simbólica segurança).
O diálogo ainda parece inóspito,
da poesia ele se desfaz.
Quem sabe um erro (?).
Mas, ele não percebe.
O enredo vai se complexando de palavras e idéias que unidas
não fazem muito sentido.
O fim parece pedir licença aos amigos.
Ele quer ‘chegar’.
Olhando para os lados ele vem sem entender o motivo
de tanta angústia nas palavras.
Já quase selando seu destino, prefere nem indagá-las.
Simplesmente cumpre seu papel.
As perdas são inevitáveis.
Vê-se isso, agora, sem muita clareza.

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Sem prazo de validade
Rômulo Souza

Não adianta tentar me entender
e nem tentar me sentir.
Sou muito mais do que os seus olhos podem ver
ou o que costumam dizer por aí.

Um andarilho da vida
que aprende a todo momento.
Na força da batida
de cada sentimento.

Irônico, sarcástico,
inofensivo ao máximo.
Da pulsão que veio do coração
onde nada é fantástico.

Não me procure nas letras
ou em simples gestos inesperados.
Não espere que me supere
por estar apaixonado.

Porque sou o que sou
e não o que querem que seja.
E o que passou formou
uma cicatriz em forma de centelha.

Resta, então, uma certeza:
-A minha simplicidade vai além da sinceridade.
Cultivo os sentimentos,
porque estes não têm prazo de validade.

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De frente ao espelho
Por: Emanuel Pereira

De frente ao espelho
Vejo-me vendo a mim mesmo
Vejo-me falando o que eu falo
Vejo-me não pensando o que eu penso
Vejo-me observando o que eu faço
Vejo-me com desespero
Vendo-me apenas imitando-me
Vejo-me vendo-me em meus olhos
E quando olho em meus olhos
Vejo-me através de mim vendo a mim
E quando vejo por dentro de mim
Vejo-me vendo-me por fora de mim
E quando de frente do espelho saio
Fica em mim a lembrança de que vi a mim
E andando saio pensando…
Que estou andando em mim.

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P O E S I A R T

PALAVRAS SÃO PINCELADAS
ALIADAS DE UM ESCRITOR
FORMANDO VERSOS
SOBRE LINHAS
BUSCANDO REVERSOS
NAS ENTRELINHAS
TRAZENDO À TONA
O UNIVERSO SUBMERSO
NO OLHAR DO AUTOR.

PALAVRAS SÃO PINCELADAS
ALIADAS DO ESCRITOR
DILUINDO CORES E MOVIMENTOS
REVELANDO LUZ E SOMBRA
DANDO FORMA AOS PENSAMENTOS

– SE PALAVRAS SÃO PINCELADAS
SERIA O ESCRITOR UM PINTOR?

A ARTE SE FUNDE
PRODUZ MOVIMENTOS
REVELA SENTIMENTOS
ENTOA SONORIDADES
ACRESCENTA COR AO SABOR

_ SERIA O ESCRITOR UM PINTOR???

ARTE QUE É  ARTE
ATÉ SE FUNDE
MAS ME DESCULPE,
ELA NÃO NOS CONFUNDE
MESMO COM TANTA LIBERDADE
NÃO PERDE SUA FINALIDADE
MESMO QUE BROTE NOS MUROS
COMUNICA -SE, MEXE COM A EMOÇÃO
É REPLETA EM SUA EXPRESSÃO

ARTE QUE É ARTE
HÁ DE SER CONTEMPORANEA
BUSCAR NOVAS TÉCNICAS
PERCORRER TODO ESPAÇO
GRAFITAR NOS BECOS
MUDAR SUA REALIDADE
COM PIGMENTOS DE TRABALHO
COM O  PASSE DA MAGIA
FAZ ALIANÇA COM A LIBERDADE
E DÁ UM BEIJO NA POESIA.

autoria: Maria Lúcia Malta

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